Abraço


Sufoca-me com o teu abraço e deixa-me estar.
Assim.
Sossegada.
Quieta em ti.
Deixa-me sentir o teu calor invadir-me o corpo
e preencher-me a alma.
Ambos vazios apenas há alguns momentos.
Repletos estão agora
do que dizem ser
a Felicidade.

Tu

O silêncio dos teus olhos.
O som do teu sorriso.
A suavidade das tuas palavras.

Mil encantos indescritiveis.
Mil sabores imaginários.

E todo o tempo para apreciar.

Ver


A capacidade de observar é algo de extraordinário:há quem, rodeado de tudo, nada veja, e há aqueles que, no meio do nada,tudo conseguem ver. Haverá um meio termo?

Retrato a cores

Pintei com paixão este retrato que agora contemplo.
Tacteio cada traço de um modo diferente,
já que cada um tem uma história para contar.
Histórias de amor, de amizade,
que exalam felicidade.

E os traços negros?
Esses, que desenhados com desalento, raiva ou ódio
foram apagados, esborratados.

Marcas? Ficaram:
algumas, poucas, nenhumas.
Voltei a usar um pano embebido numa solução de harmonia
para que os momentos mais negros pudessem ser (re)coloridos.

(Re)Encontro

Chegou.
Tirou os sapatos e começou a caminhar.
(Como era bom sentir os pés nus a enterrarem-se na areia)
Sentou-se no limiar da areia seca, onde ainda permanece a marca da maré cheia da noite anterior.
Olhando o mar ficou durante um tempo indefinido.
Subitamente um odor, que lhe era familiar, começou a vaguear no ar.
Virou-se.
Olhou.
Sorriu.