Dos sonhos


Do que se vive acordado
restava a sombra
grande, crescente
vítima de um sol que se punha no horizonte.
Com a noite chegavam os sonhos:
quentes
ardentes
reais.
Tomavam forma de suspiro,
de suor,
de fragâncias que não se sentiam.
Adormeciam no cansaço,
para resurgir ao amanhecer.

3 comentários:

Tinta no Bolso disse...

quando os sonhos se forem todos. e não houver forças nem para mais um.

por favor, matem-me.

Cerejinha disse...

tinta: os sonhos nunca se vão; como diz o poema " o sonho comanda a vida" :-)

Tinta no Bolso disse...

não se se vão, mas sei certamente que morrem (também)

são como os interruptores adaptados ás pessoas, para cima para baixo, mortos vivos
:-)