...e o último!

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Há muito que esta morte era anunciada, mas prefiro dar-lhe o nome de sono profundo, pois deste é possível acordar - se não aqui, noutro qualquer lugar. Da morte não se regressa, mesmo para quem em Deus acredita.
Num acto de puro egoísmo guardei para mim cinco anos de Cerejas Maduras. Não os quero partilhar com ninguém e peço que respeitem a minha decisão. Comecei por escrever para mim, como quem escreve, clandestinamente, numa parede de uma rua pouco frequentada. Às tantas dei comigo a escrever em todas as paredes da rua, e atraídos nem sei pelo quê, os transeuntes começaram a surgir e a rua ficou povoada.

Obrigada a todos os que partilharam comigo este espaço durante os últimos cinco anos!

Não tomem esta despedida como um ADEUS, por favor, vejam-na como um ATÉ JÁ. A cerejeira vai continuar aqui e a Cerejinha não vai para longe.

O momento

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O momento certo não existe.
Desperdiça-se uma palavra,
deita-se fora um gesto,
perde-se a oportunidade.
Imagens que ficam apenas na imaginação,
instantes que ficam por revelar,
na espera da certeza do momento.

Um lugar meu

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Procuro um lugar que seja o meu.
Um país; uma cidade; uma rua; uma casa
ou, simplesmente, um (a)braço.

Encontro, de tempos em tempos,
o que julgo ser
esse lugar.
Não é. Não foi. Assim, jamais será.

Continuo a busca.
Sei que existe e que será (só) meu.
Em breve.

Sombra

Na sombra de um olhar nasceu um toque.
Na sombra de uma flor nasceu o desejo.
Na sombra de um beijo nasceu o amor.


A sombra que esconde, que aconchega
e que (se) revela...