O futuro, afinal, existe

Afinal o futuro existe.
Tem a cor da incerteza,
e o sabor da felicidade.

A felicidade que faz nascer sorrisos
nos rostos mais fechados
nos dias mais cinzentos
e corações nas pedras da calçada
onde os meus olhos param para sonhar.

Liberdade

Abro os braços
e sinto a leveza das minhas asas
que me levam onde quer que o pensamento esteja

longe
alto
distante

num momento a que chamo de
sempre
onde sou quem eu
quiser.

Leve. Sonhadora. Feliz.

Apetecia-me calçar os sapatos de bailarina que não tenho
e sair daqui nas pontinhas dos pés.
Leve. Sonhadora. Feliz.

Apetecia-me abrir as asas com as quais não fui dotada
e voar daqui num sopro de primavera.
Leve. Sonhadora. Feliz.

Gosto...

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... de despedidas que duram uma eternidade.
... de rostos que teimam em não se descolar.
... de sorrisos que se afastam com a promessa de regresso.

pouco a pouco


aos poucos renasço
devagar
pois a vertigem é grande
renasço do passado
a planear o futuro
renasço da saudade
da saudade de sempre:
- que não morre
- que não se deixa matar
- que (ainda, não existe)


Vim matar saudades...

... das palavras que aqui deixei e que, propositadamente, escondi do mundo: fazem-me sorrir e em muitas revejo o que me fizeram escrevê-las.
... das pessoas por trás dos links na coluna ao lado - não as visito tão regularmente, nem deixo comentários, mas vou vê-las em silêncio.

Vim matar saudades dos sonhos que não morreram,
apenas adormeceram nuns braços que estão dormentes.
Vim matar saudades de uma voz,
que calo, que escondo, que omito.
Vim matar saudades dum futuro que ainda não alcancei,
mas por muito que demore a chegar,
eu sei que espreita à minha espera.